Juíza de linha no Challenger de Campinas concilia carreiras no basquete e no tênis
Das quadras de basquete de São José do Rio Preto para o saibro do ATP Challenger de Campinas. A trajetória de Valéria Duarte, de 28 anos, cruza diferentes esportes, desafios e reinvenções — sempre dentro das quadras, mas agora em um novo papel: o de árbitra.
O início foi no basquete, ainda em Rio Preto, onde atuou nas equipes juvenis da Smel(Secretaria Municipal de Esportes e Lazer) e chegou a ter uma breve experiência de treinos no basquete da Mangueira , no Rio de Janeiro. Valéria seguiu como atleta até 2018, quando uma lesão no joelho interrompeu sua carreira dentro de quadra.
A mudança de rumo, no entanto, não a afastou do esporte. Ela encontrou na arbitragem uma nova motivação, ao mesmo tempo em que cursava Educação Física.
Foi justamente na faculdade que surgiu a ponte inesperada com o tênis. Um colega, jogador da modalidade, comentou que o pai precisava de uma árbitra — e Valéria decidiu tentar. Quando percebeu, já conciliava dois esportes completamente diferentes na rotina.
“São muitas regras, dinâmicas diferentes, mas acredito que é questão de experiência. Hoje já é automático, mas a gente sempre revisa todas as regras antes de cada torneio. É estudo e trabalho”, explica.
Atualmente dividindo seu tempo entre o basquete e o tênis, Valéria se mudou para São Paulo e adicionou mais uma função ao currículo: a de preparadora física — atividade que já exerceu em Rio Preto.
A vivência nos dois ambientes permite uma visão clara das diferenças entre as modalidades.
“O basquete tem muito mais contato físico, entre os jogadores e inclusive, com o árbitro, às vezes mesmo sem intenção. É um jogo mais acelerado, com muita adrenalina. O desgaste é físico e mental”, analisa.
“No tênis, o foco é diferente. É olho na bola. Não preciso acompanhar vários jogadores ao mesmo tempo. Mas a emoção também é grande”, completa.
O crescimento da arbitragem feminina no Brasil também serve de motivação. Hoje, nomes como Paula Souza, que integra a elite da arbitragem internacional no tênis, são referência para quem está começando. Valéria vê esse movimento de perto — e quer fazer parte dele.
“Tanto no tênis quanto no basquete, há um incentivo maior para aumentar o número de mulheres na arbitragem. Muitas amigas têm me procurado para entender como entrar na área”, conta.
“E eu tenho, sim, objetivos: quero me tornar árbitra internacional e trabalhar fora do país.”
Dividida entre duas modalidades tão distintas, Valéria evita escolher uma favorita. “É difícil dizer. Gosto muito das duas e das diferenças que cada uma tem. Vou seguir naquele em que eu tiver mais oportunidades de crescimento.”
Copa Internacional de Tênis de Campinas – ATP Challenger 75
Sociedade Hípica de Campinas (SP)
5 a 12 de abril de 2026
Entrada gratuita
Ingressos disponíveis a partir das 10h do dia anterior
https://appticket.com.br/campinas2026
Saibro
75 pontos no ranking da ATP
US$ 107 mil em premiação
A 16ª edição do ATP Challenger de Campinas – Copa Internacional de Tênis é incentivado por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, do Ministério do Esporte, e conta com o copatrocínio de EMS Farmacêutica, Vivara, Philco, iFood Benefícios, Seara Gourmet, Stella Artois Pure Gold, Alupar, Taesa, Axia, Costa do Sauípe Parques e Resorts, Azul Linhas Aéreas – Transportadora Oficial, INNI Sports – Bola e Roupa Oficial, Grupo Placar – Grama Sintética Oficial e Aberje.
O torneio integra o calendário internacional do ATP Challenger 75 e conta com o apoio da Confederação Brasileira de Tênis, da Federação Paulista de Tênis e da Sociedade Hípica de Campinas, sede da competição.
A realização é do Instituto Sports.
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Valéria Dutra
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