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Presença feminina na arbitragem do Brasil Tennis Cup


27 de setembro de 2020

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Iniciando a vida no tênis aos 10 anos de idade, Taise Soares, é única árbitra no torneio Brasil Tennis Cup
Recife. Sua primeira experiência profissional foi no Recife Open, na década de 90.

Nascida em Natal (RN), formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte em Educação Física e
mestrado em atividades físicas relacionadas a saúde pela Universidade Federal de Santa Catarina, nunca
desistiu de correr atrás dos seus sonhos.

“Um dos maiores desafios era o fato de morar no Nordeste. Esse foi um dos motivos pelos quais tive que
investir na minha carreira indo morar no sul do país onde estaria mais próxima dos torneios. Morar em um lugar
desconexo de onde aconteciam os torneios de tênis, tornavam as coisas mais difíceis”, comentou.

Em sua vida, a arbitragem surgiu de maneira tardia. Após de terminar mestrado, ainda trabalhou em uma
multinacional por três anos e, só após, recebeu o primeiro convite para trabalhar em um torneio em Aracajú
(Sergipe) como juíza de linha, quando passou pelo curso nacional de arbitragem e descobriu sua paixão pela
profissão.

Foi em 2008, quando o Brasil possuía uma quantidade massiva de torneios profissionais, que conheceu Ricardo
Reis, coordenador da arbitragem da Confederação Brasileira de Tênis, atualmente árbitro geral da Etapa Recife
do Brasil Tennis Cup. Ele, por acreditar em seu potencial, fez o convite para que fosse arbitra de cadeira em
Mogi das Cruzes, município de São Paulo e a partir deste momento a sua carreira de árbitra se iniciou e ela não
parou desde então.

“Ela tem vasta experiência. Trabalhou bastante no circuito feminino, fez jogos olímpicos, participa dos grandes
torneios, sendo selecionada para muitas finais. Tem certificação internacional, que chamamos de certificação
bronze como juíza de cadeira, o que garante sua participação em grandes jogos. Então, ela tem espaço para
crescer ainda mais e tem feito tudo isso”, afirmou Reis.

Sendo a única árbitra com certificação internacional do Norte e Nordeste, Taise acredita que o maior desafio
que enfrenta por ser mulher em um ambiente que é predominantemente ocupado pelos homens, vai além da
questão de gênero.

“Quando comecei existiam apenas duas ou três mulheres no Brasil na arbitragem, mas atualmente este número
já vem crescendo e está se tornando menos difícil”, afirmou.

Ao longo de sua carreira atuou no Australian Open, Wimbledon, US Open, Roland Garros, Olimpíadas Rio 2016
e circuitos profissionais dentro e fora do país.